sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lançado CD com o Hino da CF 2013


Já está disponível nas livrarias católicas do Brasil o CD com o Hino da Campanha da Fraternidade de 2013 e os cantos para a quaresma do ano C. Desde 2006, por decisão dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), o CD traz o hino da Campanha da Fraternidade e o repertório quaresmal correspondente a cada ano.
A Campanha da Fraternidade 2013, que tem por tema “Fraternidade e Juventude”, e lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Cf, Is 6,8) , teve seu hino escolhido a partir de concurso aberto para todos que desejassem participar. A canção foi composta para servir durante encontros, debates, seminários, palestras e estudos sobre a temática em questão. O CD contém outras faixas inéditas para as celebrações da quaresma do ano C, além de músicas para o trabalho de evangelização com a juventude.
O assessor de Música Litúrgica da Conferência Nacional dos Bipos do Brasil (CNBB), padre José Carlos Sala afirma que, de acordo com suas potencialidades, “as equipes de canto e música escolherão o melhor meio para apropriar-se desse rico repertório quaresmal que aparece no CD e no Hinário Litúrgico da CNBB e ajudar os fiéis na assimilação dos cantos próprios deste tempo”.
“Que o hino da Campanha da Fraternidade e os cantos próprios para o trabalho de evangelização com os jovens ajudem no processo de reflexão da realidade da juventude no Brasil e sejam sinal de alegria e comunhão eclesial”, disse o assessor.


FONTE: CNBB/ssvpbrasil.org.br

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A fábula da águia e da galinha



Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.

"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.

Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.

Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.

Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.

- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.

- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:

- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

 O camponês comentou:

- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.

Sussurrou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.

O camponês sorriu e voltou a carga:

- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!

- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a  águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e
dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.

Foi quando ela abriu suas potentes asas.

Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.

Voou. E nunca mais retornou."

Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”  

Extraído de artigo publicado pela Folha de São Paulo, por Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor de ética da UERJ
Fonte: Site Catequisar.com.br

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Padres Sinodais pedem que leigos sejam os protagonistas da Nova Evangelização


Formar adequadamente os leigos, apoiar a família, promover o diálogo ecumênico e inter-religioso: foram esses os instrumentos da nova evangelização evidenciados na manhã desta segunda-feira, 15 de outubro, pelo Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano. Esteve no centro da 11º Congregação – realizada na presença do Papa – também um apelo em favor da paz e do diálogo na República do Mali.
O país africano está vivendo um "tempo de inquietude": o Sínodo descreve as dificuldades sociais e políticas, bem como eclesiais, ligadas aos obstáculos da evangelização num contexto em que os confrontos entre rebeldes e governo provisório são uma ameaça para a religião. Diante dessa realidade, os Padres sinodais invocam a paz e reiteram a importância do diálogo.
Mas além das crises africanas, também são sombrias as páginas européias, em que a globalização cria novas formas de martírio, incruentas, mas sofridas; a intolerância em relação aos cristãos é indolente, mas contínua; Deus não é somente negado, mas desconhecido.
Diante de tal realidade, a nova evangelização pode depositar sua confiança em três "instrumentos", afirma o Sínodo: os leigos, as famílias, e o diálogo ecumênico e inter-religioso.
Portanto, os leigos devem ser formados de modo adequado, sólido, intenso – quem sabe também mediante Sínodos locais que os envolvam diretamente –, de forma que sejam capazes de não ceder às ilusões do mundo e de dar testemunho dos valores autênticos, não baseados no conformismo da fé.
O Sínodo ressalta que não se pode ser ou membros da Igreja ou cidadãos do mundo: as duas dimensões caminham juntas. Os leigos devem "formar redes" nas dioceses, afirmam os bispos, mesmo porque se a Igreja se distanciar da sociedade, a nova evangelização não produzirá frutos.
Em seguida, o Sínodo destaca o grande desafio da família, Igreja doméstica, sujeito de evangelização: deflagrada a causa da história ocidental baseada na libertação de todo e qualquer laço, hoje a questão familiar se apresenta como o problema número um da sociedade – evidencia a Assembléia sinodal –, tanto que se acredita mais na fidelidade ao time de futebol do que no matrimônio.
E a Igreja não pode calar-se, não porque conservadora de um instituto obsoleto, mas porque está em jogo a estabilidade da própria sociedade.
Daí, o convite a colocar a família no centro da política, da economia e da cultura, bem como o auspício de que a Igreja saiba tornar-se "família das famílias", inclusive das famílias feridas.
No fundo - e aí a pergunta dos Padres sinodais se torna autocrítica –, hoje a Igreja não é, talvez, mais uma instituição do que uma família?
Em seguida, os Padres sinodais abordaram a questão do diálogo, outro caminho necessário para a nova evangelização. É claro, do ponto de vista inter-religioso existe a dificuldade, em alguns países, de um diálogo com o Islã, como no Paquistão, onde vigora a lei da blasfêmia, ou no Oriente Médio, onde os cristãos são cada vez menos.
O que fazer? O Sínodo aposta nos jovens muçulmanos, sempre mais atraídos pelo Evangelho no qual encontram alegria, liberdade e amor. Relançando o significado profundo da Boa Nova – explicam os bispos – se poderá evitar também a confusão entre a secularização e o cristianismo, tão freqüente no mundo muçulmano.
Nessa ótica, insere-se também uma escola de catequese para adultos, que cada vez mais abandonam o papel de educadores, preocupando-se com os jovens, mas não cuidando deles suficientemente.
Os catequistas adultos podem tornar-se testemunhas e portadores de fé, obtendo, por vezes, resultados melhores do que os próprios sacerdotes, afirmam os Padres sinodais.
No campo ecumênico o desafio não é menor: a divisão entre cristãos é, sem dúvida, o grande obstáculo da nova evangelização, divisão essa que não é inócua em relação à descristianização da Europa e da sua atual fraqueza política e cultural.
Nesse sentido, uma maior cooperação e uma estratégia pastoral concordada entre católicos e ortodoxos seria um baluarte contra a secularização, bem como um sinal forte em relação ao Islã.
Dentre outras sugestões feitas no Sínodo em favor da nova evangelização encontra-se a promoção de peregrinações, como momento de renovação da fé e de "sintonia" da Igreja com as interrogações presentes no coração do homem, de modo que compreenda a meta de seu caminho.
Por fim, ao término dos trabalhos da tarde desta segunda-feira, os Padres sinodais assistem, à noite, ao filme "Os sinos da Europa". Produzido pelo Centro Televisivo Vaticano – junto com outras instituições –, o filme é uma viagem da fé pela Europa e traz muitas entrevistas inéditas, dentre elas uma também com Bento XVI.


FONTE: CNBB/ssvpbrasil.org.br

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Zé e Jesus


Um homem que vivia sua vida na roça passava diante de uma Igreja e deixava sua enxada na porta, entrava e se colocava diante da imagem de Jesus na cruz, e olhava para ele e dizia: Jesus é o Zé e ia embora.

O padre daquela Igreja resolveu um dia perguntar aquele homem simples, analfabeto o que ele fazia diante da imagem todos os dias, sendo que ele não sabia rezar.

O homem respondeu ao padre: eu chego aqui olho para ele, ele olha pra mim eu digo Jesus é o Zé e vou embora.

Certo dia este simples homem adoece e fica internado por alguns dias.

As enfermeiras daquele hospital percebem que houve uma grande melhora em todos os pacientes.

E perguntam: porque vocês melhoram tão rápido assim.

Eles respondem que é por causa da visita que Zé recebe todos os dias.

As enfermeiras ficam admiradas pois nunca viram ninguém visitar o Zé.

Foram então ao quarto do Zé e perguntaram: quem te visita todos os dias sendo que nunca vi?.

E o Zé responde: sabe aquela cadeira que esta ali, pois é ele todo dia vem na mesma hora senta ali e fala Zé é Jesus e vai embora.

Moral da história: não precisamos ser doutores para podermos entrar em contato com Deus, todos somos filhos de Deus.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Confrade Sideny de Oliveira assume o Departamento Nacional de Comunicação

COMUNICADO IMPORTANTE: O Departamento Nacional de Comunicação da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) passa a ser coordenado pelo confrade Sideny de Oliveira, da área do Conselho Metropolitano de São Paulo. Ele entra em substituição ao confrade Ricardo Fonseca, que precisou deixar a pasta.
A nomeação do confrade Sideny aconteceu por meio de uma Circular, divulgada na semana passada. Ele atualmente também está na diretoria do Conselho Nacional do Brasil (CNB), na função de diretor para relações internacionais. O vicentino vai conciliar as duas funções.
Na Circular, Ada Ferreira e Carlos Henrique David (Kaike), respectivamente presidenta e vice do CNB, manifestaram a alegria em ter o confrade Sideny na condição de responsável pelo Departamento. "Destacamos nossa alegria com o 'SIM' do confrade Sideny e temos a confiança de que sua indicação foi aceita por intercessão do Espírito Santo. Acreditamos que poderá conduzir o Decom sempre embasado nos princípios básicos de nossa Sociedade de São Vicente de Paulo e fazendo de seu trabalho mais um serviço que beneficie sempre aos Pobres".
Para ler a Circular na íntegra, CLIQUE AQUI!

FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Coletânea apresenta fé de Frederico Ozanam


As Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo reuniram materiais que destacam como Antonio Frederico Ozanam - principal fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) - sempre foi temente a Deus. São duas passagens dos padres Mizaél Poggioli e Ronald Ramson (este último já publicado no SSVPBRASIL), além de pensamentos do beato sobre a fé. Confira:

A FÉ DO BEM-AVENTURADO FREDERICO OZANAM
A fé foi o fogo sagrado de Frederico Ozanam. Era, ao mesmo tempo, uma virtude a fomentar e um dom a partilhar. Foi em sua vida uma graça e uma herança que o tornava, justificadamente, orgulhoso e desejoso de proclamá-la em público. Foi a fé que lhe assegurou a distinção e o impulsionou a servir os Pobres com inteligência, humildade e misericórdia. Frederico compreendeu a importância de que os cristãos fossem e parecessem apóstolos enviados a lutar contra a insensibilidade do mundo com o fogo ardente da fé. Ele percebeu a importância do apoio fraterno para a prática das obras de misericórdia. Sobretudo, via Cristo na pessoa dos Pobres e se comportava diante deles como os verdadeiros representantes de seu Mestre.
Ramson, Ronald, C.M., Rezando com Frederico Ozanam, 2011.
Frederico Ozanam foi um caso especial na história de seu tempo. Nele se encontra toda riqueza de um homem de ciência que afirma sua fé católica sem arrogância nem timidez. Viveu sempre atento às necessidades do mundo e preocupado com o testemunho de sua fé e de sua ação cristã no meio intelectual em que vivia e trabalhava. Mais ainda, teve particular preocupação com os Pobres. Trabalhava incansavelmente para poder ajudá-los a saírem das situações de vulnerabilidade em que viviam. O sentido primário de Frederico Ozanam era testemunhar Jesus Cristo e a Igreja, mostrando que a fé dos cristãos e das cristãs deve inspirá-los a trabalhar de forma concreta para o bem dos Pobres, tanto material como espiritualmente falando.
Poggioli, Mizaél Donizetti, C.M., Fundamentos da Espiritualidade de Frederico Ozanam, 2009.
Alguns pensamentos do Bem-aventurado Frederico Ozanam sobre a FÉ:
“Conheci as dúvidas do século presente, mas toda minha vida me convenceu de que não há repouso para o Espírito e para o coração, a não ser na fé da Igreja e em sua autoridade”.
“A causa da ciência cristã, a causa da fé é o que possuo nas raízes do meu coração, e em qualquer humilde condição em que possa servi-la, usarei dignamente os anos que me forem concedidos viver sobre a terra.”
 “Aprendamos, antes de tudo, a defender nossa crença sem odiar nossos adversários, a apreciar aqueles que não pensam como nós, a reconhecer que há cristãos em toda parte e que Deus pode ser servido agora e sempre! Vamos reclamar menos de nossa época e mais de nós mesmos. Não desanimemos, mas sejamos melhores!”
“Não é uma haste frágil o que necessitamos para nos servir de apoio na nossa jornada terrena. Serão antes duas asas, dessas que os anjos têm: a fé e a caridade”.
“Não foi nosso primeiro objetivo socorrer aos Pobres, não: socorrer os Pobres foi apenas um meio. Nossa intenção foi de manter-nos puros na fé católica e testemunhá-la para os outros por meio da Caridade. A Caridade nos ensina que quando visitamos os pobres, nós ganhamos muito mais do que eles”.

FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vídeo mostra: caridade gera caridade


Se 'gentileza gera gentileza', caridade também gera caridade. A instituição beneficente Life Vest Inside elaborou um vídeo que mostra como um pequeno gesto de generosidade pode mudar a vida das pessoas. A produção já foi vista mais de 7 milhões de vezes.
Está com dúvida sobre qual material apresentar durante a Leitura Espiritual de sua Conferência? Que tal uma reflexão sobre o vídeo?
Life Vest Inside faz produções que incentivam programas educacionais.


FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL